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sábado, 15 de dezembro de 2012

Borboleta


Hoje tive um pensamento...
Que me levava mais longe...
Assim como uma borboleta,
Pensei em me lançar...
Me lançar para longe do casulo...
Mas no meio do caminho percebi a distância...
A distância próxima entre a minha coragem e o meu medo,
Me parecia muito incomum...
Nada familiar...
Teria que mudar,
Mudar para ficar!
A coragem trazia força
O medo me fazia parar
Imóvel não podia sair do lugar...
Presa ao casulo imóvel eu queria ficar...
Sem pensar em mim
Sem pensar no outro
Só pensando no  casulo!
Onde estaria agora?
Eu lá fora...
E o casulo?
Ainda ficaria em mim?
Teria que o expulsar!
Nada de casulo
Nada de inércia
Nada de pensar por dentro do pensamento!
É chegada a hora de praticar!
Findar meu caminho no casulo?
Não posso permitir...
Terei que me transformar!
A borboleta sai do casulo,
O tempo à expulsa...
A casca de nada mais serve
Agora só resta voar!

São Gonçalo, 15 de dezembro de 2012.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tempo





Um prazo,
Uma linha,
Uma existência.
Um lugar no tempo.
Tempo do um
Tempo do outro
Tempo que não se marca
Nem se define...
Que somente exprime.
Tempo que pode passar,
E que pode esperar...
E o tempo que não espera?
Este é o que atravessa a sua existência!
Que te tira do lugar
E que passa por cima do eu
O eu que é
O eu que se torna,
Que vem com esse tempo...
O tempo que arranca teus sonhos,
Que te joga sem promessas
Para dentro de algum lugar!
O tempo de estar com
O tempo de ser como
O tempo de se libertar...
É chegada a hora,
E veio com cheiro de demora,
A hora de mudar,
De sair com as próprias pernas
Com a própria vontade,
Deste lugar!