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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Subjetividade Criminosa

Perdeu!
Nas ruas da cidade,
O caos da realidade encoberta por ilusões,
Se confunde na paisagem
Entre uma esquina e outra...
Enquanto você trabalha amortecido pelos impasses da vida,
O outro rouba de você o que ganha com sacrifício...
Sacrifício que mede a exigência do seu desejo,
Talvez...
Para além do que é preciso,
Embriaguez...
E o outro deseja também...
Entorpecido...
O outro que está à margem...
Paradoxalmente não tem barragem,
E deseja também...
Porém o que é teu!
Portanto... Perdeu!
Já se perdeu a dignidade...
A inocência e a verdade...
A paz e a sanidade.
Contudo, há quem diga,
O país ainda tem jeito...
O que não torce não é direito,
Em dias de copa,
E contra a rota,
O povo manifesta,
E os criminosos sua casa infesta,
Para além do lote, para além da quadra...
Olha a jogada!
Povo educado é enjaulado ou exilado,
E quem tá perdido tá irado,
E quem trabalha tá dominado,
E quem tá eleito rege o direito,
Direito de ficar calado,
Direito de estar errado,
Direito de ser manobrado,
Direito de ser riscado,
Do rol da importância,
Mergulhados na ignorância,
Flagelam seu semelhante,
Que luta a todo instante
A ser para além de um ser pensante,
Também um ser atuante!
Mas vem o jogo sujo,
Aquele que não mostra na copa,
Repassam a bola para o outro
Que pensa que tá ganhando o jogo
Que desprovido de tudo
Vem montado na moto
Se declarando vencedor em seu discurso...

Perdeu!