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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Face Oculta e Tempo Marcado



Face cortada ao meio
No alto da cabeça um orifício... Que aberto, deixa vago os pensamentos.
Viver e morrer se confundem...
Num emaranhado de saberes e emoções que cortam o momento.
O momento instante,
Que sendo único, gera a sensação...
Uma ideia...
O prisioneiro se torna prisão,
Em si, por si e pelo outro!
A trama se desenrola pela vida que segue...
E que de nada se compadece.
Trazendo somente escolhas e duvidas...
Além de impor o tempo que não espera,
E que ainda fala que não há mais tempo!
Onde negocia um tempo marcado,
Contando os minutos para sua redenção...
Na respiração só há uma certeza,
A de que a face oculta pelas metades, ainda existe...
Mas até quando?


São Gonçalo, 11 de novembro de 2012.

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