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terça-feira, 10 de julho de 2012

Ser Errante



Caminho como errante
Tentando capturar um instante...
E cada vez que sigo um passo a frente
Fico mais distante...
Crio conexões para defender
Meu sistema lógico de viver...
Entre o que me faz preciso
E o que me faz querer...
São tantas lutas
Que tento não me perder...
Tento capturar o instante...
O que me define
E o que me sustenta
Como ser pensante
Compensar o que me foi tirado
E aprender o que ainda não tenho acesso.
E o tempo é curto
E o tempo não tem ponteiros...
Tem flechas...
Que miram o infinito...
O infinito parece ter ponteiros...
Porém destinados a espiral...
O tempo é um arqueiro,
O infinito um relógio.
Onde nada parece voltar a ser como era...
Porém, tudo parece um pouco ser a mesma coisa...

São Gonçalo, 10 de julho de 2012.

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